CHORO-SAMBA


O Choro nasceu no século XIX, por volta de 1870, através dos conjuntos de choro, tendo como formação principal a flauta, o cavaquinho e o violão, que além de executarem músicas instrumentais dos gêneros dançantes europeus como valsa, maxixe, polca, mazurca e o lundu africano, também acompanhavam cantores em modinhas de época.

Seus precursores foram o flautista carioca Joaquim Antônio da Silva Callado, autor da maravilhosa polca,"A Flor Amorosa", considerada o marco do início das composições que hoje chamamos de Choro, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Catulo da Paixão Cearense, Heitor Villa Lobos e João Pernambuco.

Nas primeiras décadas do século vinte, a música popular brasileira começou a sofrer influências norte americana. Nessa época, Alfredo da Rocha Vianna Filho (Pixinguinha), se torna conhecido por suas composições e seu estilo próprio de tocar flauta. Surge o derivado do choro instrumental, que passa a ganhar letra, tornando-se música cantada, sob o nome de Samba-Choro. Surge também, o Partido Alto, época em que foi criado o primeiro samba intitulado Pelo Telefone, de autoria de Ernesto dos Santos (Donga).

Os conjuntos de choro passam a utilizar instrumentos de percussão e são batizados de Choro ou Regionais de Choro.

Além dos nomes já citados e ligados ao gênero do choro, tais como Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim e seu Conjunto Época de Ouro, Benedito Lacerda, Luperce Miranda, Abel Ferreira, K-Ximbinho, Altamiro Carrilho, Waldir Azevedo, entre muitos outros, eles foram os responsáveis pela construção de nossa música. Variações surgiram no final da década de vinte e começo da década de trinta: o Samba-Enredo, nascendo assim, o samba dos blocos de bairros e o surgimento de escolas de samba, destacando-se os compositores Ismael Silva, Nilton Bastos, Cartola e Heitor dos Prazeres, o Samba-de-Breque que atingiu toda a sua força cômica nas criações e interpretações de Moreira da Silva e o Samba-Canção, também conhecido como samba de meio do ano, nas décadas de trinta e quarenta, representado pelos mais famosos compositores como Noel Rosa, Ari Barroso, Lamartine Babo, Braguinha e Ataulfo Alves.

Entre as décadas quarenta e cinqüenta o samba sofreu nova influência pelas orquestras americanas, surgindo assim, o Samba de Gafieira, um ritmo instrumental adequado para danças de salão. Nesse mesmo período ressurgiu o Partido Alto. Destacando-se os compositores Braguinha, Dorival Caymmi, Lúcio Alves, Herivelto Martins, Lupicínio Rodrigues e Wilson Batista.

No final da década de cinqüenta, o Samba afastou-se ainda mais de suas raízes populares. A influência do Jazz aprofundou-se e foram absorvidas técnicas eruditas. Surgindo a Bossa Nova.

A volta da tradicional batida do samba aconteceu no final da década de sessenta e ao longo da década de setenta com os compositores Chico Buarque, Billy Blanco e Paulinho da Viola.

Na década de oitenta, o Samba ganhou novas combinações através da nova geração de compositores, tais como o paulista Itamar Assumpção, que introduziu em seu trabalho de cunho experimental, a batida do Samba ao Funk e ao Reggae.

Na década de noventa, surgiu um novo ritmo, com características do Choro e que se tornou um fenômeno comercial, o Pagode.

(Fonte de Pesquisa: Enciclopédia Barsa vol. 13 - edição 1997)